Fundamentos epistemológicos de la educacion

01 DOUTORADO EM EDUCAÇÃO

Turma: Doutorado 2

Disciplina: Fundamentos epistemológicos de la educacion

Prof. Dr. Fernando Gaspar – fdogaspar@chile21.cl

Jose Clóvis de Carvalho – Globalizacion, tecnicismo y lós desafios para uma educacion comprometida com la formacion humana. Rizona Freiriano, no 10, 2011 – Instituto Paulo Freire.

Escrever uma reflexão teórica sobre este artigo, globalização gaspar.docx ,

José Argemiro da Silva, professor mestre em Ciências Contábeis e graduado em Economia e em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco. MBA – em finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – IBMEC. Docente nas disciplinas de Controladoria e Contabilidade Avançada.

 

INTRODUÇÃO

Reflexão teórica sobre o artigo globalização atentas para as mudanças do processo de globalização, em que as tendências universais pairam numa fonte de complexos sistêmicos, possibilitando aos entes, tanto professor como alunos em uma corrente de ligação e interação, no sentido de buscarem uma visão estrutural, práticas de ensino como processo de construção permanente, favorecendo a diversidade cultural e social.

Portanto, numa primeira reflexão, a prática docente de educadoras ou educadores críticos, progressistas, alguns deles são igualmente necessários a educadores conservadores. São saberes demandados pela prática educativa em si mesma, qualquer que seja a opção política do educador ou educadora (Freire, 2011).

Certamente, uma pedagogia fundada na ética, no respeito à dignidade e à própria autonomia do educando. (Freire, 2011).

Assim a educação escolar passa necessariamente, por mudanças organizacional estrutural, estrutura esta que interrompe a formação humana, implicando tão somente na democratização da gestão e não na escola, elegendo como principio básico uma esfera de comprometimento com a cidadania do ser para si, elegendo uma reflexão crítica do alunado, numa corrente de interação permanente de criação autônoma, motivada pelo professor que faz com que o saber que a pratica docente espontânea ou quase espontânea, desarmada, indiscutivelmente produz é um saber  ingênuo, um saber de experiência feito, a que falta a rigorosidade metódica que caracteriza a curiosidade epistemológica do sujeito. (Freire, 2011).

O modelo econômico, caracterizado pela globalização que impera no mundo capitalista do século XXI, continua sendo extremamente perverso para a maioria da população, o que contribui para dificultar os avanços para uma sociedade que busca a formação cidadã, principalmente a educação no Brasil.

Porém, não podemos ser pessimistas, quanto aos avanços que já foram conquistados, rumo a uma sociedade mais justa e que aceita com menos preconceito a diversidade, e a entende como favorável às transformações necessárias ao mundo globalizado e mais que isso, ‘planetária’.

Lutar por um projeto nacional, que tem como foco a cidadania, sem renunciar sua identidade, soberania, é tarefa possível. Tudo que temos e vivemos é produto do ser humano, da criatividade, e das habilidades e virtualidade desse ser que se constitui na espécie unificada pela diversidade.

Caminhamos para a tão sonhada cidadania, entendida como a “capacidade de um povo e dos cidadãos de moldarem seu próprio destino (cidadania nacional), em consonância com o destino comum da humanidade e da terra (cidadania terrenal) ” (BOFF, 2000, p.26), e que vise à cima de tudo equacionar as contradições internas e viver numa globalização mais humanizadora.

A Lei de diretrizes e bases da educação nacional 9.394 de dezembro de 1996, se constitui em um dos marcos de mudança no novo projeto de Brasil. Pois, tem como perspectiva definir princípios e normas que conduzam o povo brasileiro a se sentirem parte importante na construção da sociedade terrena e planetária. A Lei da educação brasileira reforça que a educação se constitui num processo que abrange os processos formativos, onde se desenvolve em vários espaços sociais. E que entende que a educação escolar, para ser entendida como espaço que deve ter a preocupação em desenvolver aprendizagem significativa, que só acontecerá por meio da vinculação do ensino com o mundo do trabalho e as práticas sociais.

É importante ressaltar que o ensino nas diversas instituições do país passa por mudanças que força os professores a desenvolver saberes que contribuam para práticas pedagógicas que devem se adequar as novas demandas da sociedade cidadã.

Cidadania que se constrói através da luta pelo empoderamento do povo, dentro do seu propósito político, social e cultural. E compreender a cidadania como:

O processo histórico-social que capacita a massa humana a forjar condições de consciência, de organização e de elaboração de um projeto e de práticas no sentido de deixar de ser massa e de passar a ser povo, como sujeito plasmador do seu próprio destino (BOFF, 2000, p. 51).

O desafio de entender que a cidadania traz possibilidades de conquistas, e vitórias, é extremamente importante para que o povo continue a lutar por dias melhores, viabilizando a tão sonhada qualidade de vida. Os projetos sociais, culturais e educacionais pensados democraticamente, implantados e desenvolvidos no Brasil, que são muitas vezes conflitantes entre si, mas, que se abre ao diálogo, a participação e a busca de transparência e de uma cidadania que se realiza dentro de uma sociedade mais concreta rumo a sua soberania e dos percursos que se inserem no processo maior de globalização.

Um grande desafio para atender as novas perspectivas da cidadania planetária, buscada no contexto atual, é no tocante a formação docente, principalmente, mesmo por que será responsável pelo desenvolvimento pleno do educando para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho (LDB 9.394,1996, Art. 2º). Educar para a cidadania, é a finalidade da educação nacional.

Partindo desse princípio, os docentes deverão está mais consciente, do seu papel como principal protagonista do processo ensino aprendizagem, e que por tanto, terão que se preparar adequadamente frente aos novos desafios da profissão e das tendências políticas, sociais e culturais da sociedade.

Entre as principais atribuições estão, participar de forma efetiva da construção do projeto pedagógico da escola, elabora e fazer cumprir o planejamentos das ações didáticas, se responsabilizar com a aprendizagem dos alunos, pensando em estratégias eficazes para a devida promoção dos mesmos, além de cumprir com os dias dedicados ao processo de ensino, buscando participar de forma efetiva aos planejamentos, avaliação e ao seu próprio desenvolvimento profissional e também, colaborar com as atividades pensadas pela escola para articular a escola com as famílias e comunidade (LDB 9.394,1996, Art.13).

 

  1. Educar para formação humana: A formação docente e as práticas pedagógicas tecnicistas que representaram o atraso na educação para cidadania

 A educação no contexto social brasileiro vem passando por mudanças significativas. O movimento que vem sendo observado nas escolas e nas práticas educativas, caminha para uma nova postura teórica e prática dos educadores. Os investimentos em programas educacionais e políticas públicas que garantam um ensino de qualidade são cada vez mais frequentes.

Lei de diretrizes e bases reforça a necessidade de desenvolver um processo de ensino que priorize a sua integração com as práticas sociais e determina que a educação deva ser uma responsabilidade da família e estado e baseada nos princípios de solidariedade terá a responsabilidade de desenvolver o educando plenamente de forma que garanta o exercício da cidadania e a sua qualificação para o trabalho (LDB, 1996 art. 2º).

Os pilares da educação ”aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser” (DELORS, 2000), refletem a necessidade de perceber que o processo de ensino aprendizagem exige uma compreensão que todos estamos constantemente aprendendo, ou seja, estamos ‘aprendendo a aprender’.

E a educação focada na formação humana requer uma mudança inicialmente na estrutura de pensamento (PERRENOUD, 2000), para que assim, os educadores em suas práticas pedagógicas avancem, rumo a uma cultura da transformação possível e viável as novas demandas sociais, políticas e econômicas.

Os educadores precisam transporá visão tecnicista de educar, pois está apesar de ter as suas vantagens, ainda privilegia uma tendência pedagógica que reforça o preconceito, a desigualdade e consequentemente, representa o atraso nas escolas e na educação.

Azevedo (2000), refletindo sobre os desafios da educação para uma educação comprometida com a formação humana, faz um paralelo entre o ser professor e ser educador, apresenta argumentos que reforçam o entendimento sobre o significado de se separar o ato de educar interativo do ato de educar arbitrário. E nessa incansável tentativa fazer-se compreender afirma:

Para um professor que tenha se constituído como educador ‘passar pelas mãos’ significa mergulhar no mundo dos educandos, perceber que cada um deles é um universo de criatividade, de sensibilidade, de potencialidade, de afetividade e que cada um deles têm uma história, uma identidade e, portanto, um jeito singular de relacionar-se com o mundo, com o novo, com o conhecimento, o que lhe confere necessidades e capacidades cognitivas específicas, as quais o educador buscará responder. Para um professor do tipo “tradicional”, essas características individuais não são importantes, pois em princípio todos os educandos são iguais, definidos a partir de um modelo abstrato de estudante, receptores passivos, homogeneizados artificialmente, unilateralmente. Muitos ‘passam pelas mãos’ do professor incólume, não sendo atingidos na sua formação como seres humanos, como seres históricos, embora possam ser instrumentalizados por determinados conteúdos e até mesmo chegarem ao exercício de profissões muito consideradas socialmente, enquanto os que não se enquadram no modelo homogeneizador são jogados na vala da exclusão.

Para que a educação venha a transpor a sua organização em direção de práticas pedagógicas que priorize o ensino como um processo de construção rumo ao conhecimento mais pleno e significativo, são necessários termos educadores mais comprometidos com os constantes diálogos com os alunos que promovam o aprender com o diferente. E entender que aprender a viver com a diversidade cultural e social é um dos passos necessários a educação do novo milênio. Paro (2000) e Freire (1994) apud Azevedo (2000), conceituam e apresentam concepções sobre o sentido da educação, e afirma que:

A educação é um processo civilizatório, um espaço de recriação e ressignificação da cultura herdada das gerações anteriores. (PARO, 2000). Quando ela é simplesmente transmitida como repetição, perde seu significado e inibe a criatividade e seu potencial humanizador como ação cultural, transformando-se em educação bancária. (FREIRE, 1994).

A escola pública tradicional brasileira teve origem através da fusão do tecnismo com elementos humanistas, dando origem a dois novos movimentos na educação, que são os que se enquadram aos princípios e valores do mercado e o segundo que resgata os princípios humanistas.

 

  1. A resistência em repensar a estrutura da escola, seus tempos, espaços com a resolução tecnológica e com a concepção de conhecimento em construção permanente das classes populares e de todos os seus componentes culturais e sociais.

E, finalmente, por que a resistência em repensar a estrutura da escola, compatibilizando seus tempos e seus espaços com a revolução tecnológica, com a concepção de conhecimento em construção e superação permanente e com a entrada das classes populares com todos os seus componentes culturais e sociais?

Já no primeiro item foi abordado a figura do professor como elo de interação na construção de uma cidadania do ente aprendiz, surge neste instante, uma complementação através da rede tecnológica, esta prejudicada, pois, a estrutura que se vê nas escolas públicas não são compatíveis com os processos de ensino-aprendizagem dos entes-aprendiz. Portanto a desproblematização do futuro em uma compreensão mecanicista da história, direita ou de esquerda, leve necessariamente à morte ou negação autoritária do sonho, da utopia e da esperança. È que na inteligência mecanicista, portanto determinista da história, o futuro é já sabido.

A luta por um futuro assim a priori conhecido prescindi da esperança. A desproblementização do futuro, não importa em nome de quê, é uma violenta ruptura com a natureza humana social e historicamente constituindo-se. (Freire, 2011).

Por isso, é necessário que seja priorizado a valorização do professor como ente transformador do ser cidadão, numa esfera, de ser o ser professor o instrumento de modernização tecnológica e teórica de uma visão democrata é importante para atingir o ensino-apredizagem.

 

  1. Conclusão

 Vale salientar que: enquanto os entes participativos do processo não se apresentaram à mesa e dialogarem sobre a valorização de fato e de direito do professor como elo de interação e instrumento de ligação entre o ser humano cidadão e o seu conhecimento, jamais vamos ver o ser aprendiz atingir a construção permanente. O professor poderia discutir com os alunos a razão de ser de alguns desses saberes em relação com o ensino dos conteúdos. Por que não aproveitar a experiência que têm os alunos de viver em áreas da cidade descuidada pelo poder público para discutir, por exemplo, a poluição dos riachos, dos córregos e os baixos níveis de bem-estar das populações, os lixões e os riscos que oferecem à saúde das gentes. (Freire, 2011).

Assim é necessário que os entes, representantes dos poderes públicos reflitam sobre as necessidades de dotar estruturas condizentes com a valorização do professor, visando sempre o professor como peça central dessa construção permanente. Todavia, o Professor valorizado, com salários dignos, pode mudar a face dessa imagem que tanto empobrecem o ser humano, esse, como cidadão da construção do conhecimento. È por isso que ensinar exige risco. È próprio do pensar certo a disponibilidade do risco, a aceitação do novo que não pode ser rogado ou acolhido só porque é novo, assim o critério de recusa ao velho não é apenas cronológico. O velho que preserva uma validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo contínua novo.  (Freire, 2011).

Por esse, pensar certo, exige risco é que o professor precisa ser valorizado em todos os aspectos: estrutura, salários, gestão, poder público, entre outros.

Para o diálogo com os entes diante da diversidade cultural e social do sujeito, deve-se primeiramente adentrar nas raízes e nas mazelas duma dicotomia aleatória e publicista dos poderes públicos que não visam os professores como ser transformados da sociedade e sim como mais um, (coletivamente), a denegrir a imagem desses entes públicos.

 

  1. Referências

ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In.:SADER, Emir (Org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e Estado democrático. Rio de Janeiro: paz e terra, 1998. P. 9-23

BOFF, Leonardo. Depois de 500 anos que Brasil queremos? Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 9394 de 20 de dezembro de 1996.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

PERRENOUD, Philippe. Novas competências para ensinar. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

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